Confira artistas que representaram “o beijo”

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Um amor intenso, pede um beijo arrebatador. Marc Chagall e sua esposa Bella flutuam alegremente em um estado de felicidade romântica enquanto se beijam para comemorar seu aniversário de casamento. Pintado logo após seu retorno de Paris à Rússia para levar Bella como sua noiva, The Birthday, está na coleção do MoMA, mostra que o artista estava disposto a voltar atrás para encontrar seu amor

O beijo em mármore tornou-se uma das esculturas mais famosas de Auguste Rodin. Trata-se de uma aristocrata italiana do século 13, Francesca da Rimini, que se apaixonou pelo irmão mais novo de seu marido, Paolo. De acordo com a história de Inferno de Dante, quando o romance foi descoberto, o marido matou ambos antes que o amor deles fosse consumado. Por isso, na escultura, os lábios dos amantes nunca se tocam. Dizem as más línguas que o artista inspirou-se também nos delírios amorosos vividos com Camille Claudel, sua assistente. A obra em mármore pode ser vista, hoje, no museu do artista em Paris

O mais conhecido beijo da história da arte foi esculpido pelo franco-romeno Constantin Brancusi: a obra oferece uma interpretação simbólica de um corpo masculino e um feminino se fundindo em um – o oposto da retórica de Maria Martins. Envolto em um abraço apertado e unido na boca e nos olhos, o casal se torna um, como costumam fazer os amantes da vida real

O misterioso beijo do fotógrafo surrealista,Man Ray criado em 1922 sem câmera, mostra um casal se beijando, as mãos sobrepostas no rosto e as bandejas da câmara escura – todas presas em sombras fantasmagóricas. O retrato fascinante das ocorrências do acaso, feito a partir de sucessivas impressões em um pedaço de papel fotográfico, ilustra uma das máximas mais citadas pelo artista: “Eu não fotografo a natureza. Eu fotografo minhas visões

A obra-prima erótica de Gustav Klimt, Der Kuss, criada entre 1907 e 1908, pertence ao período designado de fase dourada da criação do autor e é representada por sinais característicos biológicos e psicológicos do sexo. A masculinidade fica clara quando ele coloca o homem com pescoço forte impondo o movimento. É ele que, no abraço, segura a cabeça da mulher e vira-a a fim de beijá-la. A mulher, ao contrário, é representada de forma passiva – ajoelhada em frente ao homem – num gesto claro de subordinação. Pouco apropriado, especialmente para os tempos de hoje

Conhecido por “construir situações” nos corredores dos museus, o artista alemão Tino Sehgal criou uma ação em na qual performers interpretam todos os beijos da história da arte. Além dos nomes citados acima, Kiss faz também referência também aos beijos criados por Gustave Courbet e Jeff Koons ( que por sua vez já havia citado Rodin e sua escultura The Kiss): é arte devorando ela mesma e com amor. Um beijo e tanto!

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