O artista plástico Gilberto Salvador, que se destaca por sua ousadia ao manifestar, em obras públicas, postura politica e reflexões nas questões ambientais.
Você parece explorar várias vertentes nas suas obras, não é? Como é a sua arte de uma maneira geral?
Penso que em meus trabalhos eu exploro não as vertentes, mas sim suportes e técnicas que venham agregar na linguagem e poética de minha obra. Mas isto está inserido em fatos básicos de procuras temáticas, independente da própria linguagem  e talvez isto possa ser entendido como vertentes, pois entendo que a arte verte do conhecimento e dos sentimentos do artista, sejam eles psicológicos, sociais e histórico do mesmo.
Por você ser formado arquitetura, creio que isso tenha influenciado nas suas artes, ou até mesmo vice-versa.
Minha formação artística foi fundamentalmente autodidata, eu fui fazer Arquitetura bem depois de ter iniciado minha carreira, com Bienal e exposições individuais já realizadas, assim como meu interesse pela ecologia e outras áreas do conhecimento a Arquitetura e o Urbanismo naturalmente foram incluídos, no meu modo de pensar a vida, portanto seria muito ilógico eu não ter acrescido isto em minha carreira. O desencadeamento do desenvolvimento artístico é necessariamente interdisciplinar, mas a Arquitetura traz em si esta atitude questionadora ser quiser ser revolucionária. A arte por ter uma inutilidade intrínseca tem a liberdade  como seu melhor paradigma e portanto tem o compromisso com a ruptura sem ser funcional, mas sua abrangência segue alguns direcionamentos técnicos que esta interdisciplinaridade dá ao artista.
A obra ESPUMA é um dos seus grandes destaques. …e o  ESPUMA II. Como é esse projeto?
Bem penso que a obra ESPUMA foi e é uma sequencia de todo um período de desenvolvimento de uma ideia e de algo que fosse expansível no espaço urbano e que aconteceu durante a minha exposição na Pinacoteca do Estado de São Paulo e que teve um impacto significativo junto ao público durante a exposição, principalmente porque ela saia fisicamente do espaço expositivo e se lançava para rua, no caso a Av. Tiradentes em São Paulo. Hoje ela esta instalada no interior de São Paulo na cidade de Guaira em um parque central da cidade. Quanto a realizar a ESPUMA II, acho que foi um procedimento natural, de desenvolvimento da mesma obra, para um espaço mais urbano em de São Paulo, na esquina de duas ruas dos Jardins. Mas toda boa ideia em meu trabalho eu tento desenvolver em novas peças, que possam me servir de dialogo com a anterior e desta forma utilizar do processo estético dialético, para o crescimento de minha poética.  
Tem alguma história curiosa que você se lembra em relação a sua vida artística?
Eu não tenho o habito de relacionar a minha vida pessoal publicamente e não gostaria de fazer comentários pessoais sobre mim mesmo. Este é um assunto mundano que prefiro não dar nenhum rebatimento.   (por Matheus Luzi -Arte Brasileira)

OBRAS DE GILBERTO SALVADOR , voce encontra na TOPPO ARTES.

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