Paul Klee “das aproximações das artes visuais e a música”

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Paul Klee, desde jovem, acreditou na existência de uma    relação efetiva entre música e pintura. 

O artista dedicou grande parte de sua vida e obra na busca por paralelos entre as duas linguagens.

Para ele, o aprimoramento da linguagem visual passava pelas questões que envolviam a representação do movimento e da profundidade e, nesse quesito, os atributos musicais tinham muito a oferecer. São extensas suas pesquisas no âmbito da pintura e desenho, a partir dos valores do compasso, dos tempos musicais e suas divisões – sobre essas conexões sustenta-se todo o seu pensamento criativo.

Pierre Boulez , estudioso de sua obra, afirmou que, para Klee, “a música é um ponto de referência radicado na emoção, nos reflexos e experiências da juventude”.

Em sua obra pictórica, recorreu, com frequência, aos ritmos, à polifonia, harmonia, sonoridade, intensidade, dinâmica e variação dos elementos formais.

Em Bach, o artista encontrava uma apresentação do real. Compreendia a estrutura da frase musical, a natureza da forma, o desenvolvimento e atreveu-se à transcrição gráfica com os recursos da imaginação.

Ainda segundo Boulez, a tela Emach “tenta dar uma figuração plástica a uma construção musical. Klee escolheu apresentá-la em dois movimentos e três vozes”.

… as proposições, nascidas de suas escolhas estéticas, as motivações temáticas e as preocupações técnicas erigiram um sistema que transpõe preceitos musicais à linguagem visual. Klee formulou uma sofisticada teoria da forma destinada ao aperfeiçoamento da metodologia da criação nas artes visuais, enfatizando a representação do movimento e da profundidade.  (trechos do artigo em duo:  Carmen Aranha e Alessandra Oliveira /Jornal Usp) 

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