O primeiro dia de leilão de obras, fotos, documentos e outros pertences que integram o acervo da massa falida do Banco Santos em São Paulo arrecadou R$ 16,1 milhões, valor quatro vezes superior aos R$ 4,25 milhões previstos nos lances iniciais. As obras pertenciam ao banqueiro Edemar Cid Ferreira e o dinheiro vai para pagar os credores do banco, que teve a falência decretada pela Justiça em 2005.
A obra mais cara vendida no primeiro dia foi “The Foundling N#6”, do minimalista americano Frank Stella, que tinha como lance inicial previsto de R$ 3 milhões, mas foi vendido por R$ 4,2 milhões nesta segunda-feira (21).
O leilão é virtual e dura 10 dias, com encerramento em 2 de outubro. O acervo é formado por 1968 peças entre fotos, telas , esculturas e objetos pessoais. A cada dia, cerca de 150 peças são oferecidas ao público.

No primeiro dia também foi vendida uma obra de Cildo Meireles, com lance inicial de R$ 20 mil mas vendida por R$ 1,35 milhão.

Um rascunho da pintura “Operários”, feito pela própria Tarsila do Amaral antes da pintura original, atualmente exposta no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo foi vendido por R$ 1,2 milhão e tinha lance inicial de R$ 32 mil.
Também estava exposta no leilão uma obra de Tunga, com lance inicial de R$ 46 mil e vendida no primeiro dia por R$ 1,035 milhão.

Acervo : As quase 2 mil peças ficavam todas dentro da casa de Edemar. Para o mercado de arte, os valores iniciais das peças são pechincha, já que a avaliação já tem quase cinco anos e os preços ficaram defasados. “

Há peças a partir de R$ 100. O acervo tem mais de mil fotos, inclusive pessoais. Uma mostra Edemar ao lado da artista plástica Tomie Ohtake.
Não teve nem parede para expor todas as obras, muito por causa da quantidade, mas às vezes também por causa do tamanho. Enrolado, há um painel gigantesco, de quase cinco metros de altura por 16 metros de comprimento. Não coube na galeria, mas fazia parte da decoração da casa do banqueiro e é a obra com o lance inicial mais alto do leilão: R$ 3 milhões.
O painel é do artista americano Frank Stella e ficava perto da piscina da mansão de 8 mil metros quadrados, vendida em fevereiro deste ano por R$ 27,5 milhões. As cifras são milionárias, mas não chegam nem perto do tamanho da dívida do Banco Santos com os credores: mais de R$ 3 bilhões.
“Já houve pagamento em favor dos credores de uma quantia superior a R$ 1,8 bilhão. Ainda falta o pagamento de R$ 1,5 bilhão. Não haverá possibilidade de satisfação integral dos credores, mas quanto mais se conseguir obter com a venda desses ativos e das obras de arte, haverá redução do prejuízo”, afirma Paulo Furtado, juiz da 2ª vara de Falências e Recuperações Judiciais.
E mais do que isso: essas obras vão se espalhar e podem ficar mais próximas do olhar do público. “O que eu acho importante e nós estamos recebendo um grupo muito novo de novos consumidores ou pessoas que eventualmente se interessam por isso e que, através das aquisições, no sentido de oportunidade, podem criar novas coleções e novas pinacotecas no Brasil”, diz o leiloeiro. (por : G1)
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